domingo, 23 de janeiro de 2011

Como Falar de São Paulo


Como falar de São Paulo, se é tão grande tão imensa
Se sua história cheia de estória entre repúdios e glórias
Supera o que a gente pensa.

Como falar de São Paulo, sem cometer injustiça
Como defender sua riqueza se tão de perto a pobreza
Me fustiga e me atiça.

Como falar de São Paulo, sem usar duas medidas
Se quando lembro das praças e suas grandes avenidas
Lembro-me também das traças, que vivem roendo a desgraça
De outra gente tão sofrida.

Como falar de São Paulo e dos que aqui partilham
São tantos astros brilhantes ofuscado pelo eclipsante
Negrume dos que não brilham.

Como falar de São Paulo, do que é bom do que é ruim
Pois se pra muitos tu negaste um lugar, um barraquim
Ainda bem que guardaste um cantinho para mim.

Como falar de São Paulo, mesmo assim eu me proponho
Falas de tuas conquistas, já que encabeças nas listas
Dos que perseguem seus sonhos.

Eu falo de ti São Paulo e desta reciprocidade
A muitos fizeste crescer e eles pra agradecer
Fizeram a grande cidade.

Orgulhosa como és, destaca-se entre as flores
No destilar dos teus méis, atrais os Beija Flores
Que vem do mundo inteiro e dos teus interiores
Desde o simples aventureiro, aos mega especuladores

Uns riem, outros choram, cada um com suas dores
Desde o morador de ruas sonhando com os favores
Ao investidor estrangeiro quando perde seu dinheiro
Lá na bolsa de valores.

Mas acima disto tudo o que a história revela
É que São Paulo cresceu, quem plantou aqui colheu
Por isto São Paulo é bela.

E nessa miscigenação com expressões mundiais
Imagine os corações falando todos iguais
Num grito unissório, dizendo eu te adoro
Não te deixarei jamais...