sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Pródigo I


PRÓDIGO I

Eis o enigma da salvação, o segredo da alma
O mistério do perdão,
porque o justo padece até privação de pão,
enquanto o ímpio se alegra
Levando a vida sem regra, na sua dissolução

Numa família de bem, pais e filhos trabalhando
Ano vai e ano vem e os filhos se formando
Quando os pensamentos vêm, faz do mais moço refém
Começam lhe torturando

Sou dono do meu nariz, tenho parte na fazenda
Vou ser um homem feliz, muito longe desta tenda
Vou partir deste lugar, estou farto de trabalhar
Espero que o pai me entenda

Papai me escute agora, disse o moço a seu pai
Trabalhei até agora e já não agüento mais
Me dê a minha herança, porque eu não sou criança
E já passo de um rapaz

O velho pai pesaroso, deixou as lágrimas rolar
Pois sonhando com o gozo, que a vida ia lhe dar
O seu filho não iria, ponderar naquele dia
As voltas que o mundo dá

Deixou o filho partir, com a herança na mão
Porém ficou sem dormir, de tanta preocupação
O meu filho foi embora o que será de mim agora
Feriste meu coração

Enquanto isso o rapaz, já em terra bem distante
Começou sonhar de mais, gastando com as amantes
Batia com a mão no peito, desfruto do meu direito
Diria para as amantes

Muitos dias se passaram, vivendo na regalia
Muitas mulheres andaram, sob sua companhia
Os dias iam passando, o dinheiro se acabando
E ele não percebia

Foi de repente que viu, sua ruína chegar
Quando ele descobriu, que tinha que trabalhar
Já era tarde demais, era um pobre rapaz
Aos porcos apascentar

Quando disse não agüento, a fome vai me matar
Falta água e alimento e ninguém tem para me dar
Enquanto os porcos comiam, bolotas seus olhos viam
Desejou se alimentar

Lembrou do que tinha feito, com o pobre do seu pai
Destrui o meu direito, nem filho posso ser mais
Voltarei para minha casa, como quem perdeu as asas
Cairei junto ao meu pai

Pois até seu jornaleiro, tem abundância de pão
E não lhe falta dinheiro, rico é o meu irmão
Pai pequei contra Deus, não ouvi os rogos seus
Vim lhe pedir o perdão

E se pôs a caminhar, pois era longa jornada
No sol quente a lhe queimar e na brisa da madrugada
O seu pai não acredita, quando o seu filho grita
É ele lá na estrada

Correndo vai ao encontro, aquele pai sofredor
Com o seu coração pronto, para derramar seu amor
Meu filho que alegria, tu vieste neste dia
Aliviar minha dor

Não sou digno ó pai, de ser chamado teu filho
Veja já não tenho mais, nem um pouco do teu brilho
– Tu estavas perdido, para mim tu tinhas morrido
Te encontrei eis meu filho

Tragam roupas para ele, sandalhas para seus pés
E coloquem nos seus dedos, um dos melhores anéis
Façam tudo com cuidado, preparem um boi cevado
Hoje há festa até nos céus

Vem chegando da lavoura, cansado de trabalhar
O seu irmão mais velho e não quis em casa entrar
Quando ouviu o barulho, encheu-se de orgulho
E não quis se contentar

Trabalhei até aqui, nunca desfrutei de nada
Nunca mataste para mim, uma ovelha desmamada
Parece que me detesta e ainda fazes festa
Para este camarada

Tudo que eu tenho é teu, foi o que o pai respondeu
Teu irmão estava perdido e agora se achou
Para mim não tinha mais jeito,
Morreu dentro do meu peito e Deus o ressuscitou

Entra em minha companhia, veja que tenho razão
Para toda essa alegria, é chegado o teu irmão
Completa este meu gozo, pedia o velho choroso
Dá também o teu perdão

Certamente se abraçaram, completou-se a alegria
E todos juntos gozaram, de uma velha companhia,
O filho pródigo voltou e o pai lhe perdoou
Os males da fantasia.

São Paulo, 25/12/09

Este poema traduz de maneira fidedigna a parábola do filho pródigo, o que pode parecer para o leigo algo fictício é na verdade um relato que tem um pano de fundo histórico bastante relevante, já que a parábola foi proferida pelo próprio Jesus.
É evidente que há alguns traços creditados ao autor em razão da sua busca de consonância de sons e palavras que num poema desta espécie é praticamente inevitável, o que não compromete a sinceridade e intenção do autor em transmitir com integridade o texto sagrado. Os que já conhecem o texto poderão desfrutar com maior gozo deste poema.

Schmiliale



A biografia do senhor Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, em uma poesia.

Zaklikov polônia, o Senhor Sucher Klein
A pesar de estrangeiro, como um bom carpinteiro
Se adaptou muito bem.

Szeva klein, era a rainha do larCom quem
Sucher se casou e agora com muito amor
Tem cinco filhos pra criar.

Sloma e Esther, Schmile ou Samuel
Césia ainda muito menina, mas Isaac é que termina
Fazendo da casa um céu.

Numa família bonita, como era a prole do Klein
Não faltava alegria, enquanto os filhos cresciam
Ajudavam o pai também.

A alegria do lar, às vezes era ofuscada
Por preconceito e racismo e a ameaça do nazismo
Lhes preparando emboscada.

Descendentes de Abraão, conhecedores de Deus
Longe de sua nação, sofria humilhação
Por serem povo judeu.

Os filhos de Abraão, novamente em terra estranha
Quem diria Israel, que tu beberia fel
Nas taças da Alemanha.

À sombra desta ameaça, vivia a prole do Klein
Quanto mais tempo passava, a guerra se aproximava
E assustava os Klein.

As tropas de Adolfo Hitler, bateram na sua casa
Schmiliale foi pra ver e começou a tremer
Como quem pisou em brasa.

Quando eu falo Schmiliale para que se entenda bem
Eu explico pra vocês, traduzido em português
Este é Samuel Klein.

Que viu as tropas levarem, sua família inteira
E depois os separarem, colocando em fileira
Homem, mulher e menino, uns pra vida, outros pra morte

Cada um com seu destino, cada um com sua sorte
Viu sua mãe ser levada, com o caçula pra morte
Mas como ele ficou vivo, teve que enxergar motivo
Pra dizer que teve sorte.

Quando olhou pra sua mãe ela chorando pediu
Salve-se Samuel, salve-se e nunca mais ele a viu
E o furacão da guerra, rodopiou Samuel

Não só ele mas também, toda família do Klein
Sentiram o sabor do fél.

As perdas e humilhações são de extingue a fé
Mas como tem Deus nos Céus, encontramos Samuel
Ferido e Fugindo a pé.

Salve-se Samuel, Salve-se me lembra o sangue de Abel
Pois o clamor de sua mãe deve ter chegado ao céu.

E agora livre da guerra, procura os sobreviventes
Reencontrou três irmãos e seu pai muito doente.

Samuel vai trabalhar, tem alma de aventureiro
Mas é um rapaz esperto, sabe achar negócio certo
Onde vai ganhar dinheiro.

Como nômade na terra, sem lugar pra se firmar
Mas de cabeça erguida, como quem sabe que a vida
Tem muito que lhe ofertar.

Samuel está solteiro e precisa se casar
Traz uma alma ferida, a espera de uma querida
Que lhe possa balsamar.

Samuel encontrou Ana, por quem se apaixonou
Só foi ela concordar e ele se preparar
E em pouco tempo casou.

Mas a onde vamos morar, perguntava pra mulher
A Alemanha está ruim, preciso deixar Berlim
E as lembranças do Hitler.

Iremos para Israel, ou América do Norte
Pois estou fazendo plano, de cruzar os oceanos
Para tentar nossa sorte.

Mas saíram de Berlim, para o Rio de Janeiro
Já na América do Sul, um Céu lindo azul
Cumprimenta o estrangeiro.

De passagem pra Bolívia, por lá ele residiu
E depois de examinar, resolveu sair de lá
E vir morar no Brasil.

Tudo era muito estranho, povo, língua e cultura
Mas pra quem veio da guerra, ao olhar pra nossa terra
Só enxergava fartura.

Enquanto este povo farto, pisa em favos de mel
Pra mim que o pão acabou-se até o amargo é doce
Diria o Samuel.

E assim foi para a luta, como bom desbravador
Batendo de casa em casa, ele sustenta sua casa
Com a arte de vendedor.

E por falar em sua casa, vamos entrar para ver,
Não digo ver a mobília, mas vamos ver a família
Que não para de crescer.

Michael nasce em Berlim e vem pra América do Sul
Nasceu mais um no Brasil e quando Samuel viu
Deu-lhe o nome de Saul.
Em homenagem ao seu pai, que não pode vir pra cá
A Eva também chegou e Samuel se alegrou
Com a vinda do Oscar.
Em fim uma fase feliz, para compensar às dores
Samuel se sente assim, bem no meio do jardim
E rodeado de flores.
Mas Vamos voltar para rua, a cidade é São Caetano
Um município paulista, a freguesia aumentando
E Samuel se organizando, já tem listas e mais listas.

O dia amanheceu, Samuel está nas ruas
Não pense que era moleza, mas não havia tristeza
Quando ele estava nas ruas.

Lá vem o turco mamãe prepara logo o dinheiro
Era assim que o chamava e o Samuel adorava
A fama de mascateiro.

Pois aquela freguesia, o tratava muito bem
Uns pagando, outros comprando e a criançada gritando
Mamãe o turco já vem!

De charrete ou a pé, batendo de porta em porta
Às vezes todo molhado, outras vezes todo suado
Mas ele tinha um ditado, trabalhar é o que importa.

A língua era complicada, falar quase não sabia
Mas como bom vendedor, quantas vendas ele fechou
Com a sua simpatia!

Foi assim que Samuel, aumentou a freguesia
E com o dinheiro que ganhou, um belo dia comprou
A loja Casa Bahia.

Era só uma lojinha, na Francisco Matarazzo
Samuel se organizou, contratou mas vendedor
E insistiu na venda a prazo.

Boa farinha e bom fermento, fazem o bolo crescer
Bom produto e argumento e prazo pra pagamento
E mais fácil de vender.

Foi assim que Samuel, fez a receita caseira
E aplicou no dia-a-dia, as receitas que fazia
Para as crises financeiras.

Driblando as situações, que o mercado lhe impôs
Quando tinha que agir, se apressou em decidir
Nunca deixou pra depois .

Tornou-se respeitado, entre as multinacionais,
Cada dia que passava, a sua empresa aumentava
E Samuel vendia mais.

Muitos anos se passaram, vendo a empresa aumentar
Mais nem tudo era alegria, pois como homem sofria
Os golpes que a vida dá.

Ele chegou a onde quis, não podia reclamar
Se não fosse os dissabores, as tristezas e as dores
Que teve de enfrentar.

No meio da alegria, por tudo que conquistou
Um dia chega à tristeza, tirando de sua mesa
Quem tanto lhe alegrou.

O desfalque foi tão grande que a dor não quis parar
Não esquecerá o dia, nem aquela agonia
De quando Ana dizia, perdemos nosso Oscar.

Nesta hora não tem jeito, não há receita pra morte
O melhor é se entregar, deixar as lagrimas rolar
Por mais que sejamos forte.

E depois de lamentar e ver que não tem mais jeito
Ele resolve guardar, as lembranças de Oscar
Lá nos cofres do seu peito.

E o lema continua, trabalhar e trabalhar
Comprar e vender, guardar e crescer
Isto não pode parar.

Diante de Samuel, tudo é desenvolvimento
O Brasil também cresceu e os netos que apareceu
Já falam em casamento.

Os netos de Samuel, trouxeram muito alegria
Suprindo a necessidade diminuindo a saudade
Que Oscar deixou um dia.

E com essa energia, dos netos ao seu redor
A empresa vai crescendo e Samuel vai vivendo
A cada dia melhor.

Mas dizem que ser avô, é duas vezes ser pai
Então se ferir um neto, o golpe será direto
E é duas vezes ai.

E não é que Samuel, foi outra vez atingido
Desta vez doeu mais forte gemeu diante da morte
Do seu neto tão querido.

Pois foi com o Leandro, que Samuel se alegrou
Enquanto ele trabalhava, o seu netinho brincava
Bem do lado do vovô.

Ninguém ia imaginar, que o Leandro fosse embora
Ainda na mocidade hoje de tanta saudade
O vovô ainda chora.

E com razão ele chora, pois quem o consolaria
Diante das suas dores, eu não conheço as floresQue também não murchariam.

Quão forte foi Samuel, quão duras foi suas dores
Parecem sobre medidas, sua pomada, sua feridaSeus espinhos, suas flores.

Seus filhos, sua esposa, os seus netos e enfim
Milhares de funcionários e seus amigos empresáriosTodos o vêem assim.

Como homem desejado, para a pátria e para o povo
Para o velho e para o novo, um paizão muito amado.

Como árvore frutífera, num verde manancial
Os frutos da sua empresa, encontro-os na minha mesa
E na balança comercial.

Alimenta muita gente e faz crescer o Brasil
Os filhos que ele tem, passa dos quarenta mil
E os empregos indiretos, são para ele como netos
Que o avô nunca viu.

Pois hoje as Casas Bahia, vem crescendo ainda mais
Do Oiapoque ao chui, tem mais loja para abrir
Rumo as mil filiais.

Se os planos já existem, Samuel não vê barreira
Para consagrar o sonho, de fazer o matrimonio
Com a família Brasileira.

E o Brasil te espera e não vê chegar o dia
E corre pra festejar, quando vai inaugurar
Mais uma Casas Bahia.

Se isto é consolador, para o nobre empresário
No tocante a sua dor e por tudo que já passou
O Brasil é solidário.

Por tudo que já perdeu, tem motivos pra chorar
Por tudo que já venceu, deve também festejar

É por isso Samuel, que a decisão é sua
Seja chorando ou sorrindo, seja descendo ou subindo
Você é sempre bem vindo, viva que a vida é sua.

E em nome do Brasil e da sua freguesia
E também dos empresários, com quem tens a parceria
E dos seus funcionários, que trabalham noite e dia.

Eu ofereço também, junto com a poesia
Meus sinceros parabéns, com amor e alegria
Um abraço Samuel Klein, dono das Casas Bahia.

São Paulo, 25/12/09
Chico da Silva

Fui Ferido




FUI FERIDO


Uma alma ferida
Com uma bala perdida
Lamenta e chora
Com as dores que vêm
Surgindo do além
E não vão embora
Assim me encontro
Parece que pronto
Pra chorar agora

Procuro a razão
Deste meu gemido
E não compreendo
Por que fui ferido
Não fui para a guerra
Não me expus lá fora
Não fui um sem terra
Alvo de outrora
Mas fui alvejado
Meu coração chora

Um projétil de dor
Num tiro certeiro
Quem o atirou
Não vi companheiro
Sem ser transpassado
Eu fui baleado
Como um forasteiro

O doutor não entende
Qual é o meu mal
E não compreende
Meu baixo astral
Mais a dor me esguicha
Pra perto do mal
Chamado injustiça
Do meio social

Pois vejo nas ruas
Menino e menina
Quase nu, ou nua
Em cada esquina
Estendendo a mão
Dizendo me dá
Um pedaço de pão
Pra me saciar

Quando pede pão
O tiro é certeiro
Não tenho nas mãos
Me resta o dinheiro
É a opção
Pra tirar o argueiro
Ouço o coração
Batendo ligeiro
Na educação
De um brasileiro
Me dizendo não
Não lhe dá dinheiro

Então digo não
Agora não dá
Não escuto a razão
Daquele me dá
E o meu coração
Começa a sondar
O próximo que passa
Certamente lhe dá
E naquela desgraça
Não quero pensar

Desgraça de quem
De repente pensei
De quem me pediu
Ou de mim que não dei
Pois está escrito
Ao que escutar
Do pobre o grito
E os ouvidos tapar
Também dará gritos
Que não se ouvirá

Nem bem me esquivei
Desse braço erguido
E logo avistei
Um homem caído
No canto da praça
Na mesma desgraça
Como pássaro ferido

Pois cortaram-lhe as asas
Não passa do chão
Não sabe o que é ter casa
Nem mesa, nem pão
Como me doeu
Tamanha maldade
O culpado sou eu
Pois sou sociedade

E o duro é sair
De casa em casa
Até descobrir
Quem assuma a causa
Quem fez a desgraça
Do homem da praça
Cortando-lhe as asas
Viverei neste tédio
Curtindo a dor
Pois não acho remédio
Nem mesmo o doutor
Que me livre da praça
E daquela desgraça
Do não doador.

São Paulo, 25/12/09

É lastimável, a indecisão das pessoas quando se deparam com uma criança ou um adulto nas ruas pedindo às vezes até um pedaço de pão.
Essa situação torna-se cada vez mais complexa em virtude da existência de espertalhões que se infiltram no meio dos necessitados ou até usam crianças para tirarem proveito de certas ocasiões, frustrando assim a expectativa de quem deu uma moeda pensando ser útil para comprar alimento, depois fica sabendo que foi ou será usada para comprar drogas, cigarros, bebidas alcoólicas, etc.
O cidadão de bom senso não se sente bem quando não dá, e não se sente bem, quando sabe que pode estar contribuindo para o uso indiscriminado de drogas, cigarros, bebidas alcoólicas, etc.
Portanto, para esse cidadão, o tiro é certeiro quando alguém lhe pede um pão, pois não sabe quem está diante de si, quer diga sim, quer diga não, sairá ferido desta colisão.
São experiências como essa que impulsionaram o autor a escrever o poema “fui ferido”.

Feliz Natal

FELIZ NATAL

Um menino nos nasceu
Um filho se nos dará
Seu nome é Emanuel
É Deus descendo do céu
Para conosco estar

Assim diz a profecia
Sobre o dia glorioso
Em que nasceria Jesus
Quando a virgem desse à luz
Ao Deus forte e poderoso

Viria o verbo de Deus
Pra salvar a humanidade
Destruindo o contumaz
É o Príncipe da paz
E Pai da eternidade

Depois desta profecia
O mundo se projetou
Para Belém de Judá
Pois sabiam que de lá
Nasceria o Salvador

Mas Deus sempre surpreende
Fazendo como Ele quer
Nasceria em Judá
Mas Ele preferiu gerar
Na virgem de Nazaré

Mas quando chegou o dia
Do nascimento de Cristo
Lá em Belém de Judá
Maria estava lá
O zelo de Deus fez isto

José tão preocupado
Sem encontrar hospedagem
Maria tão sofredora
Se põe junto à manjedoura
Com os restos de pastagem

E assim nasce Jesus
No meio dos animais
Num lugar improvisado
Tão pobre, tão desprezado
Nasce o Príncipe da paz

Mas os anjos lhe assistiam
Lhe tributando louvores
Cantavam sobre Belém
Hosana ao Rei que vem
E diziam aos pastores

Glórias a Deus nas alturas
Por sua boa vontade
Pela paz e salvação
Que emana de Sião
Para toda a humanidade

Nasceu hoje em Belém
O Messias prometido
O profeta de Jeová
Que veio para salvar
O que se havia perdido

Os reis magos também viram
O esplendor da sua glória
Vieram lhe adorar
E também testemunhar
Do grande marco da História

Separou-se então os dias
Os séculos e os milênios
Pois até a eternidade
Se inclina pra idade
De Jesus, o nazareno

Mas nos resta a lembrança
De um coro angelical
Dos pastores de Belém
E dos reis magos também
Quando chega o natal

Lembramos sim de José
Com Maria a seu lado
E de um rei assassino
Matando muitos meninos
Pra defender seu reinado

E lembramos de Jesus
Da vida, morte e ressurreição
Do natal temos lembrança
De Jesus como criança
Lá nas terras do Jordão

Nele há inspiração
Para cantar os louvores
Lembrando o que Ele fez
Superando todos reis
Hoje é Senhor dos senhores

E assim comemoramos
Cada ano o seu natal
Pois Ele nasce de novo
No coração do seu povo
Por isso, Feliz Natal!

São Paulo, 25/12/09

domingo, 19 de julho de 2009

Fotos da ultima palestra - E.E. Dr. Pedro de Moraes Victor


O Canto da Nossa Pátria


Já era lindo o coral regido por natureza,
Na floresta tropical, antes que Pedro Cabral,
Fizesse a sua proeza.

Já cantava o uirapuru o seu canto angelical,
Era lindo a sinfonia, quando os índios recebiam,
A visita de Cabral.

O Brasil já era assim, antes que lhe dessem nome
Exuberava beleza, não esperava a dureza,
Do braço forte do homem.

Já cantava a cachoeira e os índios lhe assistiam,
Livre da lama e poeira, do facão e da fogueira,
Que mais tarde lhe arderiam.

Já cantava o sabiá, decifrando poesia,
Cantando as flores tão belas, entre rosas amarelas,
Seu peito se confundia.

Já cantava o assum-preto, a sua mitologia,
Que o fez mito do sertão, por cantar sua canção,
Até na sua agonia.

Indescritível coral, que o homem destruiu,
Implantando sociedade e destruindo na verdade
O que Cabral descobriu.

Mas surgiram outras vozes colorindo o Brasil,
Suprindo a necessidade foi surgindo nas cidades,
Os cantores do Brasil.

E o Brasil canta de novo uma mistura sem igual,
Hoje na voz do seu povo, surge sempre um cântico novo,
Melodiando o coral.

Que cantam de norte a sul sua moda cultural,
As diferentes regiões que unem seus corações,
Neste coro teatral.

Cada canto tem seu canto, cada povo seu folclore
Cada um com seu cantar, para o perpetuar,
Ensinam pra sua prole.

E assim segue o Brasil com seu canto ritmado,
Do bico do sabiá, ao pulso do militar,
Quando toca seu dobrado.

O canto da nossa pátria, não conhece retrocesso,
Apesar das suas perdas, sempre trilhou as veredas,
Buscando a ordem e o progresso.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Tempero de Mamãe



A CASA DE PAU-A-PIQUE, UM FOGÃO SEM CHAMINÉ
CRIANÇAS DE PÉS NO CHÃO, E A POBRE MÃE NO PILÃO
SOCANDO GRÃOS DE CAFÉ.

UMA CABRINHA LEITEIRA, COM O SEU CABRITO A BERRAR
A CHUVA MOLHANDO A ROÇA, E O PAI OLHANDO A MÃO GROSSA
TREZE FILHOS PRA CRIAR.

DOIS TEMPOS HÁ NO SERTÃO, DE PLANTAR E DE COLHER
FARTURA E INANIÇÃO, SE É QUENTE O VERÃO
O INVERNO É BOM DE VIVER.

NO INVERNO AGENTE CORRIA, PARA CIMA E PARA BAIXO
E PRA SE LIVRAR DO GRUDE, UM CORRIA PRO AÇUDE
E O OUTRO LÁ PRO RIACHO.

NO INVERNO TINHA FARTURA, CONTRASTANDO COM O VERÃO
NA ROÇA TINHA ALEGRIA, MANGA, MELÃO E MELANCIA
MILHO, ARROZ E FEIJÃO.

NO TERREIRO MÃE CRIAVA, PATO, PERU E CAPÃO
COCA-GUINÉ E GALINHA, E DE VEZ ENQUANDO TINHA
UM FRANGO NA REFEIÇÃO.

E É SÓ FALAR NO FRANGO, QUE O PENSAMENTO VADIA
LEMBRANDO DAQUELE CHEIRO, DO SEGREDO NO TEMPERO
QUE SÓ A MAMÃE SABIA.

MAMÃE CHAMAVA PRO ALMOÇO, ERA AQUELE ZUM, ZUM, ZUM 
ACHO ATÉ QUE ELA CONHECIA, O FRANGO INTEIRO E SABIA
O GOSTO DE CADA UM.

A ASA É DA DAMIANA, O PESCOÇO É DO JOSÉ
O PEITO DÁ PARA TRÊS, PEDRO AGUARDA A TUA VEZ
JÁ SEI QUE O TEU É O PÉ.

A MOELA É DO RAIMUNDO, UMA COXA É DO CICINHO
A OUTRA É DO ENOQUE QUE NEM LARGOU O BADOQUE
MESSIAS VEM A CAMINHO.

LINDALVA E ANTONIO, ADELSON GHEGA PRA CÁ
CHAMEM O JULIO E A DORINHA, FRANCISCO DÁ UMA VOLTINHA
CHAMA O PAI PRA ALMOÇAR.

CADA UM COM O SEU PRATO, SE ACOCHEGANDO NO CHÃO
E DEPOIS DA CONTA FEITA, MAMÃE TODA SATISFEITA
FICAVA AO PÉ DO FOGÃO.

APESAR DA ALEGRIA, E AQUELA SATISFAÇÃO
QUASE SEMPRE AGENTE VIA, QUE NO PRATO DELA HÁVIA
APENAS O CORAÇÃO.

EU NUNCA ESQUEÇO MAMÃE, ME LEMBRO COM EMOÇÃO
DO SABOR DO SEU TEMPERO,
DAQUELE GOSTO, DAQUELE CHEIRO,
E AQUELE CORAÇÃO.
FIM.

CHICO DA SILVA (O POETA DO CARIRI)
SÃO PAULO 02/05/2009

domingo, 28 de junho de 2009

Pró - Brasil - Poemas Patiróticos


Neste livro o leitor terá na integra um novo conceito sobre poesias.
Pois traz poemas autênticos, objetivos, históricos e educativos, falando da verdade que poderá fazer diferenças no seu dia a dia.
GERAÇÃO MASTER'S Editora

Pró-Gospel - Poemas Evangélicos

Em vez de lendas e lirismo o poeta usa fatos e razões do nosso cotidiano destacando-se os poemas para datas especiais, como: Dia das mães, Casamentos, Independência, natal etc.
Pró-Gospel já recebeu indicações de lideranças evangélicas para diversas atividades evangelísticas e festivas.
GERAÇÃO MASTER'S Editora