Já era lindo o coral regido por natureza,
Na floresta tropical, antes que Pedro Cabral,
Fizesse a sua proeza.
Já cantava o uirapuru o seu canto angelical,
Era lindo a sinfonia, quando os índios recebiam,
A visita de Cabral.
O Brasil já era assim, antes que lhe dessem nome
Exuberava beleza, não esperava a dureza,
Do braço forte do homem.
Já cantava a cachoeira e os índios lhe assistiam,
Livre da lama e poeira, do facão e da fogueira,
Que mais tarde lhe arderiam.
Já cantava o sabiá, decifrando poesia,
Cantando as flores tão belas, entre rosas amarelas,
Seu peito se confundia.
Já cantava o assum-preto, a sua mitologia,
Que o fez mito do sertão, por cantar sua canção,
Até na sua agonia.
Indescritível coral, que o homem destruiu,
Implantando sociedade e destruindo na verdade
O que Cabral descobriu.
Mas surgiram outras vozes colorindo o Brasil,
Suprindo a necessidade foi surgindo nas cidades,
Os cantores do Brasil.
E o Brasil canta de novo uma mistura sem igual,
Hoje na voz do seu povo, surge sempre um cântico novo,
Melodiando o coral.
Que cantam de norte a sul sua moda cultural,
As diferentes regiões que unem seus corações,
Neste coro teatral.
Cada canto tem seu canto, cada povo seu folclore
Cada um com seu cantar, para o perpetuar,
Ensinam pra sua prole.
E assim segue o Brasil com seu canto ritmado,
Do bico do sabiá, ao pulso do militar,
Quando toca seu dobrado.
O canto da nossa pátria, não conhece retrocesso,
Apesar das suas perdas, sempre trilhou as veredas,
Buscando a ordem e o progresso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário