domingo, 19 de julho de 2009

O Canto da Nossa Pátria


Já era lindo o coral regido por natureza,
Na floresta tropical, antes que Pedro Cabral,
Fizesse a sua proeza.

Já cantava o uirapuru o seu canto angelical,
Era lindo a sinfonia, quando os índios recebiam,
A visita de Cabral.

O Brasil já era assim, antes que lhe dessem nome
Exuberava beleza, não esperava a dureza,
Do braço forte do homem.

Já cantava a cachoeira e os índios lhe assistiam,
Livre da lama e poeira, do facão e da fogueira,
Que mais tarde lhe arderiam.

Já cantava o sabiá, decifrando poesia,
Cantando as flores tão belas, entre rosas amarelas,
Seu peito se confundia.

Já cantava o assum-preto, a sua mitologia,
Que o fez mito do sertão, por cantar sua canção,
Até na sua agonia.

Indescritível coral, que o homem destruiu,
Implantando sociedade e destruindo na verdade
O que Cabral descobriu.

Mas surgiram outras vozes colorindo o Brasil,
Suprindo a necessidade foi surgindo nas cidades,
Os cantores do Brasil.

E o Brasil canta de novo uma mistura sem igual,
Hoje na voz do seu povo, surge sempre um cântico novo,
Melodiando o coral.

Que cantam de norte a sul sua moda cultural,
As diferentes regiões que unem seus corações,
Neste coro teatral.

Cada canto tem seu canto, cada povo seu folclore
Cada um com seu cantar, para o perpetuar,
Ensinam pra sua prole.

E assim segue o Brasil com seu canto ritmado,
Do bico do sabiá, ao pulso do militar,
Quando toca seu dobrado.

O canto da nossa pátria, não conhece retrocesso,
Apesar das suas perdas, sempre trilhou as veredas,
Buscando a ordem e o progresso.

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